CDS-PP: Dois eurodeputados e uma moção de censura ao governo

07 de Junho de 2009, 23:55

À hora das primeiras projecções o CDS-PP movia-se com cautela. Apenas Pedro Mota Soares vinha dizer que apenas não se podia dizer muito «perante projecções». Depois, veio o silêncio. Nem apoiantes, nem declarações. Só quando os resultados finais chegaram chegou também a comitiva: Paulo Portas, Nuno Melo e Diogo Feio gritaram «Viva o CDS, viva Portugal» e mostraram-se satisfeitos com os dois eurodeputados eleitos.

8,4% foi o resultado que deu assentos no Parlamento Europeu a Nuno Melo e Diogo Feio. O CDS-PP foi a última força política na lista das cinco maiores mas mostrou-se satisfeito com o resultado que deixa o cabeça de lista, Nuno Melo, levar consigo Diogo Feio.

Demorou para que a noite aquecesse na Sede Nacional do Partido Popular, no Largo do Caldas. À excepção de meia dúzia de apoiantes da Juventude Partidária, nem um aplauso se ouvia. Apenas as conversas dos jornalistas iam animando o local. As projecções vieram, Pedro Mota Soares falou e depois veio o silêncio. Um silêncio demasiado sepulcral. Paulo Portas, Nuno Melo e Diogo Feio esperaram até perto do final da contagem dos votos para fazerem os seus discursos mas chegada a altura, o cenário no Caldas mudou.

O silêncio deu lugar a gritos de vários apoiantes com bandeiras que apareceram subitamente e a ausência de declarações foi substituída por gritos de vitória e abraços colectivos.

«Esta vitória é sua», disse Nuno Melo ao líder do partido. Portas retorquiu agradecendo aos portugueses que «contra ventos e marés confiaram no CDS».

O dirigente do CDS-PP salientou também que estas eleições europeias representaram uma derrota claríssima para o Partido Socialista e anunciou que o seu partido vai apresentar no Parlamento uma moção de censura ao Governo PS. «O país fez uma moção de censura ao governo Sócrates. O CDS dará voz, apresentando uma moção de censura na Assembleia da República como é justo e é merecido», anunciou, durante as suas declarações.

Terminados os discursos e apurados os resultados, rapidamente a acalmia voltou à sede do Partido Popular. Balanço da noite: dois eurodeputados e muito pouca festa por parte dos apoiantes.

Inês Gens Mendes@


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